Não gosto de futebol, não gosto de briga e não sou pegador, e isso não me faz menos homem.
No começo a pressão vem dos pais, meu filho é macho, torce pro meu time, é bom de briga, vai ser pegador (e isso mãe também fala).
Mais tarde as mesmas cobranças vêm dos colegas, até que na adolescência a cobrança vem de você mesmo.
Quando você é homem (ou mulher) sabe como é ser adolescente. Na busca de uma identidade acabamos nos espelhando no outro, seja um ídolo, no ambiente, na moda, enfim... Mas a maioria (dos meninos) segue a tendência do ser “machão”, que gosta de futebol, vive brigando por qualquer coisa, pega todas.
Eu escolhi não ser assim, sempre gostei mais de ler, jogar vídeo game, desenhar e insisti nisso mesmo todos meus amigos fazendo coisas de “macho”.
E todos os homens que eu conheço, por mais machões que sejam, respeitam o fato de eu ser assim.
Também escolhi não ir em baladas, escolhi não gostar só de filmes de ação, fiz uma serie de escolhas que mesmo não sendo tradicionalmente masculinas não me fazem nem um pouco menos homem e me ensinaram a estar mais satisfeito como pessoa por estar sendo quem eu quero ser.
Eu digo como homem que não tenho pegada, mas sei ser carinhoso. Não sou bom de xaveco, mas sei ser romântico. Não sou muito de sair, mas posso ser um cara extremamente divertido.
Essas são minhas escolhas, eu escolhi não ser macho, logo não posso escolher uma mulher que queira um “macho”, só posso escolher uma mulher que goste de mim, um não macho, mas nem por isso menos homem.