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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Aos meus amigos


 Aos que se foram
 Aos que virão
 Aos que não verei
 Aos que reencontrarei
 Aos que vejo sempre
 Aos que não vejo mais

 Se eu pudesse
 daria um abraço em cada um

 Diria como vocês são importantes
 E como os carrego comigo nas lembranças

 Eu sei
 A vida nos levou para caminhos distintos

 Ou fui eu,
 ou foi você quem escolheu seguir por outra estrada

 Tudo bem

 Isso é normal

 Somos como trens

 Mesmo lado a lado
 Todos andam em seus próprios trilhos

 O tempo que passamos

 As lembranças que criamos

 Estarão sempre guardadas no baú da memória
 Esquecidas em algum vagão
 Empoeiradas
 Desgastadas pelo tempo
 Perdendo o brilho dia após dia 
 Esperando ser lembradas
 Como uma caixa de sapatos velha, cheia de recordações

 Talvez quando estivermos lá na frente nós as recordaremos
 Com ternura
 Mágoa
 Tristeza
 Saudade...

 Mas nesse universo infinito
 Bilhões de galáxias
 Incontáveis estrelas
 Sobre um pedaço de pedra onde sabe-se lá como a vida surgiu
 Eu e você nos encontramos

 Se teve razão ou se foi mero acaso,
 Não vem ao caso

 Foi bom

 Aprendemos com isso

 Eu levo um pouco de você
 E você
 Espero
 Um pouco de mim

 E como em uma enorme galáxia cheia de estrelas coleciono pedacinhos de todos dentro de mim
 E como areia deixo grãos de mim espalhados por onde passo

 Dentro de cada um de vocês



 Meus amigos

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