Hoje vi uma
barraquinha “delicias do milho verde”.
Milho verde? E existe
milho maduro? Acredito que sim. Mas até onde eu sei o milho é amarelo.
O milho, milho verde,
ou para mim amarelo. É cultivado desde os tempos em que a humanidade ainda
estava aprendendo a conviver em sociedade.
Antes convivíamos em
pequenos bandos migrando atrás de comida, depois aprendemos a cultivar o solo.
Além das raízes das plantas também firmamos no solo as nossas.
A partir daí
mudaram-se os costumes, rituais, pensamentos... Criamos animais. Inclusive
aves. Que domesticadas evoluíram até chegar as atuais galinhas que comem... milho.
Não sei se é o mesmo milho verde da barraquinha “delicias do milho verde”, mas
é milho.
Interessante como a
evolução fez do dinossauro a atual galinha... Mal posso esperar para ver como
seremos daqui a alguns milhões de anos.
O cultivo de cereais,
milho e outros grãos atraiu para junto dos humanos o rato. Esses por sua vez
atraíram o seu predador natural, o gato. O gato que hoje está presente nas
redes sociais em fotos que agradam os humanos que freqüentam a web e a
barraquinha “delicias do milho verde”.
Penso se o dono da
barraquinha “delicias do milho verde” é um milionário. É? Talvez. Afinal troca
seus milhões (milhos grandes) por outros milhões (monetários) o dia todo. Todos
os dias.
O milho. Que é
vendido em sacas verdes na beira da estrada ou perto de casa, no sacolão. Que é
uma loja e não uma sacola gigante.
E assim eu, humano,
resultado da evolução, favorecido pela agricultura, predador de galinhas, dono
de gato e cliente do sacolão, vou à barraquinha das delicias do milho verde
comer milho cozido. Que vai ser mastigado, triturado e digerido.
Exceto por aquele
grãzinho que vai ser descoberto pouco antes da descarga.
Esse grão sobrevivente
encontrará o fim do ciclo.
Voltará a terra e se
tornará no fim, um outro pé de milho.
Dando continuidade as
gerações de pés de milho daqui para o futuro.
Para os quais um dia,
serviremos de adubo.
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