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domingo, 17 de maio de 2015

Milho

 Hoje vi uma barraquinha “delicias do milho verde”.
 Milho verde? E existe milho maduro? Acredito que sim. Mas até onde eu sei o milho é amarelo.
 O milho, milho verde, ou para mim amarelo. É cultivado desde os tempos em que a humanidade ainda estava aprendendo a conviver em sociedade.
 Antes convivíamos em pequenos bandos migrando atrás de comida, depois aprendemos a cultivar o solo. Além das raízes das plantas também firmamos no solo as nossas.
 A partir daí mudaram-se os costumes, rituais, pensamentos... Criamos animais. Inclusive aves. Que domesticadas evoluíram até chegar as atuais galinhas que comem... milho. Não sei se é o mesmo milho verde da barraquinha “delicias do milho verde”, mas é milho.
 Interessante como a evolução fez do dinossauro a atual galinha... Mal posso esperar para ver como seremos daqui a alguns milhões de anos.
 O cultivo de cereais, milho e outros grãos atraiu para junto dos humanos o rato. Esses por sua vez atraíram o seu predador natural, o gato. O gato que hoje está presente nas redes sociais em fotos que agradam os humanos que freqüentam a web e a barraquinha “delicias do milho verde”.
 Penso se o dono da barraquinha “delicias do milho verde” é um milionário. É? Talvez. Afinal troca seus milhões (milhos grandes) por outros milhões (monetários) o dia todo. Todos os dias.
 O milho. Que é vendido em sacas verdes na beira da estrada ou perto de casa, no sacolão. Que é uma loja e não uma sacola gigante.
  E assim eu, humano, resultado da evolução, favorecido pela agricultura, predador de galinhas, dono de gato e cliente do sacolão, vou à barraquinha das delicias do milho verde comer milho cozido. Que vai ser mastigado, triturado e digerido.
 Exceto por aquele grãzinho que vai ser descoberto pouco antes da descarga.
 Esse grão sobrevivente encontrará o fim do ciclo.
 Voltará a terra e se tornará no fim, um outro pé de milho.
 Dando continuidade as gerações de pés de milho daqui para o futuro.

 Para os quais um dia, serviremos de adubo.

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