Seu maior desejo na vida era ver a vizinha pelada.
Quando ela entrava no
banho da janela de casa ele ouvia o som do chuveiro, sua imaginação ia longe.
Um dia não agüentou
mais ficar só imaginando e tomou coragem.
Era sábado à tarde, ela
estava sozinha na casa dela e ele na dele.
Ele ouviu o som do
chuveiro, pegou um baquinho capenga e correu para o quintal.
Já em cima do
banquinho botou a cabeça por cima do muro e contente viu o basculante entre
aberto exalando vapor para fora.
Ah, só uma frestinha!
– pensa.
Entortou a cabeça. Deitou
a para um lado. Depois deitou a para o outro. Abaixou um pouquinho. Cerrou o
olho esquerdo.
Quase lá... Quase lá...
De repente ele se
assusta com o som de chave no portão e perde o equilíbrio. O banquinho tomba e
ele racha a cabeça no chão duro.
A mulher o encontra
imerso em uma poça de sangue e quase tem um ataque.
Até hoje ela não faz
a menor idéia do que o marido estava aprontando.
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