Começou com um banheiro sujo.
As bactérias se proliferavam
para todos os lados.
Dentro dos ralos, privadas,
lixeirinhos e até nas frestas dos azulejos.
- Aí que nojo de banheiro! – Ela gritou agoniada – Mas eu to
tão apertada que vai aqui mesmo!
- Ahhhh! Que alivio...
...
- Agora só um retoque no batom e opa...Droga, borrou...
Ela limpou com um
lencinho que trazia na bolsa.
- Pronto.
Ploft! Jogou o
lencinho amassado na lata do lixo.
Mais uma hora se passa
sem ninguém limpar o banheiro da escola.
As bactérias chegam ao
seu auge evolutivo, adquirem consciência!
Do lixeirinho que transborda
de papel higiênico o lencinho cai no chão.
Era a informação que
as bactérias precisavam DNA humano!
...
- Eiita cherinho de bosta! – Disse Sérgio da limpeza - Ta
mais que na hora de dar um trato nessa bichera aqui.
Encheu o balde e
enquanto colocava desinfetante na água ela surge se erguendo do chão.
Loira, lábios
carnudos, seios volumosos.
- Professora Gisele? Desculpa, mas eu to limpando aqui.
- Não tem problema não gostoso, a sujeira me deixa ainda
mais a vontade.
- Como é que é?
- Eu quero você e quero agora.
- Eita lasquera. Então venha cá venha.
Se agarraram e se
beijaram.
Porém o homem em vez
de cara de satisfação fez cara de espanto e depois nojo.
Empurrou a loira e
cuspiu uma barata de sua boca. Uma gorfada e ele vomitou baratas!
- COf! Cof! Blééérg! Sua...Cof!...Sua puta! Que merda é
essa?! Bléééérg!
- Hahahaha baratas humano, esse foi o primeiro ser para o
qual conseguimos evoluir.
- É a loira do banheiro! - Disse uma voz que vinha de dentro
de um dos sanitários.
- Bléééérg! – O faxineiro continuava vomitando baratas – Me
ajude! Por favor!
- Calma aí que a coisa aqui ta foda! – Respondeu a voz.
A loira ria e se
vangloriava.
- Agora temos DNA humano! Assim podemos nos camuflar entre vocês
até que nosso DNA nos faça evoluir para uma coisa melhor e mais poderosa que sua
espécie! E com nossa rápida capacidade de reprodução, seremos a raça dominante!
- Só se eu deixar bicho nojento. – Gritou Valdir Pereira
saltando de dentro de um sanitário.
Pegou o balde com
desinfetante e despejou em cima da loira do banheiro, que no mesmo instante
começou a derreter e se deformar exalando um fedor de esgoto misturado com
aroma de pinho no ar.
- Aaaaaaa!
- Vamos saia daqui – Disse Valdir Pereira arrastando o
faxineiro para fora.
A loira do banheiro, sendo
reduzida a cada instante a uma massa podre e deformada se arrastava pelo chão
em direção a porta.
Ainda bem que nosso
herói nunca está despreparado para situações como essa.
- Vai uma caninha coisa nojenta?
Nisso ele tira sua
latinha de “leitinho do capeta” do bolso toma um trago e depois espirra a cachaça
para todos os lados.
Saindo pela porta
acende o fósforo.
Vuuuush!
O banheiro agora está
em chamas.
- Essa técnica é conhecida como vassoura de fogo! - Se vangloriou
Valdir Pereira.
- E você seu inútil! O que custa fazer a porcaria do seu
trabalho direito?
- Mas eu faço doutor! Cof! Cof! Acontece que esse aluno
nojento mija e caga tudo fora do vaso. E não é só aqui não... Vai em qualquer
lugar com banheiro público que as pessoa é o mesmo nojo! Cof! Cof! Blééérg!
Pitu! – Cuspiu uma barata.
- Tem razão xará, aqui, tome isso.
- Leitinho do capeta?
- Quer jeito melhor de limpar esse seu estomago cheio de
bichera?
E os dois ficaram
sentados no corredor apreciando um trago enquanto o banheiro se consumia em
chamas dando fim a existência da loira do banheiro.
Mas não a imundice
humana - Pensou Valdir Pereira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário